QUARTA PAREDE - Associação de Artes Performativas da Covilhã
terça-feira, julho 28, 2009
WORKSHOP_Abertas inscrições para workshop "O Corpo Próximo", orientado por Olga Mesa
Estão abertas as inscrições para o workshop "O Corpo Próximo", que será orientado pela coreógrafa e artista visual espanhola Olga Mesa. O workshop decorrerá de 8 a 13.Outubro'09, nas Penhas da Saúde - Covilhã. As inscrições estão abertas até dia 20.Setembro'09. Número máximo de participantes: 14
Estão disponíveis mais informações e ficha de inscrição na Box [à direita].
É já amanhã, às 21h30m, que estreia no auditório do Teatro das Beiras, na Covilhã, a performance "Ponto (I)móvel" concebida e interpretada por Maria Belo Costa. Conheça aqui um pouco mais sobre a criadora do espectáculo que encerrará o Festival Y deste ano.
MARIA BELO COSTA concluiu o Curso de Teatro – Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo anteriormente frequentado o 1º ano do Curso de Formação de Actores do Centro Dramático de Évora. Fez a sua formação na área do corpo e movimento no CEM - Centro em Movimento, onde integrou o primeiro grupo de formação Zona Z. Trabalhou como actriz e performer e foi co-criadora de vários espectáculos. Foi produtora nos espectáculos "The End Of Love" e "Documental e Autobiográfico" de Lúcia Sigalho. Fez assistência de encenação do espectáculo "Parasita Acumulador" de Carlos Zíngaro e Ludger Lamers, inserido no ciclo Imagens Projectadas da Granular, no Centro de Arte Moderna. Entre 2006 e 2007 foi Coordenadora para a Formação no CENTA, em Vila Velha de Ródão, desenvolvendo projectos pedagógicos na área da dança-teatro com crianças dos 1º, 2º e 3º ciclos e colaborando no projecto "(R)EXISTIR", coordenado pela coreógrafa Filipa Francisco, no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.
Em palco apresenta-se uma performer, aparentemente só. Telas de projecção, quase imperceptíveis de início, tornam-se tangíveis quando outras três figuras femininas são convocadas para a cena, através do vídeo, espectros de mulheres que ela já foi, desdobrando relações entre si, reveladas através de uma acção natural e não de um confronto directo. Toda a violência e confronto são apresentados pela fisicalidade da performer “assombrada” e efectivada pela presença das outras três figuras, mais estáticas e presenciais. O real versus o virtual. Aqui cria-se uma relação paradoxal, onde o corpo físico, tem mais de virtual do que as figuras projectadas, que constituem produtos acabados, retalhos de memórias que são manifestadas através deste corpo físico e móvel e, no entanto, em construção. Dançar as memórias, dançar o agora. Entenda-se: as memórias não são sinónimos de angústia, saudade, cristalização, antes querem dizer marca, rasto, trajecto sem sentido ascendente ou descendente, fazer. Das memórias para as emoções. Dos perceptos aos afectos. A memória, a individual e a colectiva, e a criação. Viver ou construir realidades.
Ponto (I)móvel
concepção | performer > maria belo costa som > carlos "zíngaro" vídeo | figurinos > nuno carrusca edição vídeo > márcio martins design de luz > pedro fonseca design gráfico| fotografia | objecto cénico > helder milhano apoio de movimento > yola pinto produção executiva > pedro fonseca produção > pédepano – projectos culturais, associação co-produção > festival y / quarta parede - associação de artes performativas da covilhã
género: dança|performance | duração: aprox. 50 min. | classificação etária: maiores 12 anos
Publicamos aqui um excerto do texto da autoria da jornalista e escritora Claudia Galhós sobre a estrutura Real Pelágio que hoje apresenta, no âmbito do Festival Y #06, o espectáculo "Tritone", às 21h30m no Teatro Virgínia, em Torres Novas.
“A Real Pelágio, da dupla Sílvia Real (criadora e intérprete) e Sérgio Pelágio (músico), é uma estrutura invulgar dentro do universo da dança contemporânea portuguesa. No caso desta, aplica-se, à letra, a designação de «independente». Quando se candidataram, pela primeira vez, aos apoios estruturais do Estado, então através do IPAE, em 1999, fizeram-no com o acordo mútuo de que seria apenas durante cinco anos, para arranque do projecto. Em 2005 não houve concurso, os montantes foram prorrogados, e para não quebrar o compromisso, investiram o que receberam na compra de equipamento, nomeadamente numa carrinha com a qual percorrem o país, com o cenário das peças que apresentam às costas. (…) Dona Domicilia está a ficar velha. O tempo vai passando por ela, em palco. Há mais de uma década, ganhou vida, no cubículo branco onde se apresentou na intimidade, numa casa imaginada pela Real Pelágio a lembrar os estúdios/casa minúsculos, onde pode habitar apenas o corpo em solidão. «Casio Tone», o primeiro episódio com referências à banda desenhada e a Jacques Tati e Roman Polanski, ainda circula pelos teatros portugueses. Domicilia partilhou, entretanto, o seu temperamento desencantadamente feliz da vida quotidiana no local de trabalho, em «Subtone», a sequela que a coloca no entendiantemente divertido local de trabalho(…). Desta vez, - em Tritone - o estranhamente encantadora e emblemático ser humano destes nossos tempos vai de férias.(…) A longevidade da história, neste caso construiu relações de afectos. Os dois recordam alguns bons momentos desta existência duradoura, como o caso da miúda de 12 anos que assistiu, em Beja, a um dos primeiros espectáculos desta invulgar personagem. Dez anos depois, a mesma menina é agora uma programadora que continua a acompanhar a vida conturbada de Domicilia. Sílvia e Sérgio conheceram-se no início da década de 90. Começaram por colaborar artisticamente mas foi em 1995, com a peça de grupo «Pour Bien», que perceberam que partilhavam algumas afinidades na maneira de trabalhar, como hoje recordam: «a capacidade de ironizar sobre nós, a descoberta de uma vontade de trabalhar à volta do humor». Em 1999 formalizaram a existência da estrutura que chamaram de Real Pelágio. Ao desejo de trabalhar em conjunto, juntava-se a necessidade da constituição legal para concorrerem aos apoios do Ministério da Cultura. (…) Desde o arranque que a aposta é feita na circulação e na conquista de novos públicos, sempre através do contacto directo. Sílvia Real fez-se à estrada, logo em 1995, para tentar vender a peça de grupo «Pour Bien». Lembra-se de ter visitado cerca de 15 teatros, sem reuniões marcadas, à aventura, e sempre a insistir, a insistir e a esperar até as pessoas a receberem. O país era outro. Viu teatros fechados, a escolha não era muita. Ainda assim, conseguiu levar aquela peça a quatro teatros. A divulgação que faziam no local seguia a mesma lógica: na rua, Sílvia fazia uma cena da peça para atrair espectadores. À moda antiga. Diz que essa relação directa, com as pessoas, programadores e público começa agora a dar resultados. Da estratégia de viabilização fazem parte outros itens determinantes, como: «Não desistir. Saber esperar. Pensar um bocadinho mais a longo prazo.» Dizem que o subsídio lhes tirava «imenso tempo». Não tanto no dispêndio do preenchimento dos impressos, que também era substancial, mas mais no «compromisso artístico e económico» que sentiam perante o Estado que lhes consumia energia, que agora canalizam para falar com as pessoas e vender espectáculos. Andam com o cenário atrás, dentro de uma carrinha que compraram, e dizem-se autónomos: «Montamos e desmontamos tudo. À antiga. Claro que pedimos dois carregadores e um técnico no teatro onde vamos, mas às vezes não existem. Já tivemos situações em que nos entregaram a chave do teatro para as mãos. A grande vantagem que temos hoje é que podemos fazer uma série de espectáculos que recusaríamos há alguns anos porque temos o material, só não temos os projectores. Somos autónomos em relação ao espaço.» E aqui surge mais um dos itens da estratégia: «Nunca dizemos não, tentamos sempre arranjar uma solução para alguém que se interesse pelo nosso trabalho e fazemos, qualquer que seja o enquadramento, sempre com a mesma dedicação, profissionalismo e prazer.”
in “Uma história da dança independente “ - excerto do texto de Claudia Galhós para o Dia Mundial da Dança de 2002
Aproveite para ouvir aqui o depoimento de Sérgio Pelágio, um dos autores de "Tritone" que juntamente com a coreógrafa Sílvia Real apresentarão hoje à noite, no Teatro Virgínia em Torres Novas, o seu espectáculo no âmbito do Festival Y #06.
O Serviço Educativo do Teatro Virgínia apresenta hoje às 10h30 e às 14h30m "O passaporte da D. Domicília", acção destinada a alunos do 3º e 4ª ano do 1º ciclo, em torno do espectáculo "Tritone" de Sílvia Real a apresentar no âmbito do Festival Y#06 amanhã às 21h30m no Teatro Virgínia.
"Uma mala com vistas e perspectivas, outra com objectos e animais inspiram-nos para criar hotéis onde passar férias com a D. Domícilia. Uma oficina sobre lugares, para recortar e habitar paredes e janelas de um quarto de hotel. Um quarto escuro, um quarto tempestade, um quarto aquário..."
Veja aqui um excerto do espectáculo "Tritone" de Sílvia Real a apresentar, no âmbito do Festival Y#06, já amanhã às 21h30m no Teatro Virgínia, em Torres Novas.
Depois do sucesso de Casio Tone e das aventuras da Senhora Domicília se terem tornado o tema central em Subtone, a saga continua com o terceiro capítulo: Tritone. Tal como nos anteriores, toda a peça acontecerá dentro do mesmo cenário minúsculo, num registo trágico-cómico e sem texto. Depois do problema da falta de espaço em casa e do tédio no seu trabalho solitário, Tritone é um hotel quase cápsula, dentro do qual a Senhora Domicília irá passar umas férias que a vão deixar como nova.
tritone
argumento e interpretação > sílvia real argumento (animação e peça), sonorização > sérgio pelágio figurino, adereços e direcção de cena > ana teresa real cenografia e design gráfico > carlos bártolo desenho de luzes e direcção técnica > carlos ramos assistente de cena > ângela ribeiro animação (João Pedro Gomes- realização; Paulo Abreu- fotografia; Patrícia Rego- assistente) > daltonic brothers sonorização (animação) > simão costa assistente de ensaios > filipa francisco marcenaria > josé botelho produção > produções real pelágio/marta reis co-produção > culturgest; fundação centro cultural de belém; teatro viriato; teatro circo; festival Y/quarta parede; centro cultural do cartaxo; centro de arte de sines apoio > segway; revista nada; daltonic brothers; miso records; restart- escola de criatividade e novas tecnologias; cadigital- atelier de impressão; MC/IA (1999-2005) ministério da cultura/instituto das artes
género: dança|teatro | duração: 50 min. | classificação etária: maiores 8 anos
Enquanto Sergi Fäustino se prepara para apresentar hoje à noite a sua performance "f.r.a.n.z.p.e.t.e.r.", às 21h30m n'A Moagem, veja aqui um excerto do espectáculo "Das coisas nascem coisas" que a coreógrafa Cláudia Dias apresentará amanhã no pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda e aproveite para adquirir o seu ingresso na bilheteira online do TMG.
Embalagem de papel totalmente reciclável. Peso máximo a ser embalado: 25 kg Não empilhar mais do que 3 caixas Não serve para embalar líquidos ou produtos perigosos. Proteger da humidade O fabricante não pode ser responsabilizado por qualquer utilização indevida desta caixa
Um microfone em cena, enquadrado por uma pequena parede de caixas de cartão, define um espaço próprio ao discurso - um espaço em que se define, comenta e contextualiza o que se faz. A acção, por sua vez, tem também o seu espaço próprio. Concentra-se em torno de caixas de cartão, objectos-padrão que darão o mote a toda a proposta. Há assim desde o início da peça, uma proposta de relação de forças entre palavras e coisas, cujo recorte à partida formal, nos permite respirar à medida de um mergulho inesperado. Mergulho no atrito. À medida que se avança, as imagens suspendem-se entre aquilo que são na acção e se podem tornar no discurso, há pequenas paragens de sentido, leituras múltiplas, fotografias do provisório. Dueto de corpos e dueto de perspectivas.
Rita Natálio
das coisas nascem coisas
direcção do projecto e coreografia > cláudia dias intérpretes > márcia lança, rui silveira espaço cénico e desenho de luz > walter lauterer acompanhamento crítico > joão fiadeiro, david-alexandre guéniot, rita natálio traduções > marie mignot, mónica mota apoio vocal > inês nogueira música > “dance of the dead” (excerto sonoro do filme evil dead 2), “no motherland without you” (pochombo electronic ensemble), “symphony nº3-lento: sostenuto tranquillo ma cantabile” (henryk górecki) e som gravado durante uma procissão poema > “perguntas de um operário letrado” (bertolt brecht) direcção técnica > rui simão direcção de produção e difusão > sofia campos produção > re.al co-produção > alkantara, festival ¡mira! tnba (projecto co-produzido por next step, com o apoio do programa cultura da união europeia) residência artística > forum cultural josé manuel figueiredo/câmara municipal da moita, atelier re.al apoio > forum dança, lisantigo, pedro joel+computer support agradecimentos > alaíde costa, andrea brandão, gustavo sumpta, ivo serra, josé morais e equipa do fcjmf, maria joão garcia, paula caspão, paulo mota, vera sofia mota, olga mesa género: dança | duração: 60 min. | classificação etária: todos os públicos
A31 de Maio 2007 Tiago Bartolomeu Costa publicou no jornal "Público" uma crítica a "Uma lentidão que parece uma velocidade" de Tânia Carvalho, espectáculo que o Festival Y#06 apresenta amanhã às 21h30 no Teatro Municipal da Guarda. Recorde aqui a opinião do crítico de dança, e autor do blog "O melhor anjo", aproveitando para adquirir desde já o seu bilhete para o referido espectáculo na bilheteira online do TMG.
"Ao piano, um copo de veneno"
"Ao contrário da geração da Nova Dança Portuguesa, que poderíamos datar entre 1989-2000, com nomes como os de Vera Mantero, João Fiadeiro, Francisco Camacho ou Clara Andermatt entre outros, a nova geração de coreógrafos, a fazer-se notar a partir de 2000 (alguns já trabalhavam antes), não se sustenta numa instável posição de confronto e ruptura com o cânone e o legado mais directo da dança. Prosseguindo o trabalho de casos atípicos na cena nacional – como Miguel Pereira, Filipa Francisco e Ana Borralho/João Galante –, tiveram, na liberdade adquirida com e por aqueles outros criadores – precisamente porque continuam activos –, um lato campo de experimentação que não se socorre da referência para se (auto) justificar, como aconteceu com muitos. Uma tendência generalizada nos vários movimentos coreográficos europeus e que, em Portugal, gerou vários equívocos. Sendo genérico, sou também generoso, pois falar de uma nova geração é, em si mesmo, uma facilidade crítica que cria ilusões como a existência de agrupamentos. Uma situação que, se já era difícil para os outros, para estes é praticamente impossível. Contudo, Tânia Carvalho é, com Tiago Guedes, Cláudia Dias e Sónia Baptista, um dos nomes com mais destaque nessa nova geração, ampla, independente e liberta da necessidade de propor uma nova organização espacial, filosófica e coreográfica. O seu mais recente espectáculo é disso um bom exemplo. Sentada ao piano, interpreta a Sonata para Piano kvk545, de Mozart, numa busca pessoal que leva mais em consideração o processo que o resultado. Qualquer purista dirá o óbvio: quem se propõe a tocar piano ou o sabe fazer ou poupa-nos ao exercício. Para o caso, tanto importa se Tânia Carvalho o faz bem ou mal (não o faz mal, já é um bom princípio), porque o que ali está em causa não é tanto o virtuosismo da interpretação mas a leitura que a coreógrafa quer propor entre o rigor e o limite do intérprete de uma composição e aquele exigido a um bailarino. Já há muito se reconhecia no seu percurso uma seriedade matemática (ouso a expressão à falta de melhor) que facilmente se associava à composição musical. Orquéstica, peça de grupo de 2006, era essencialmente a transposição de uma partitura para um corpo múltiplo. Se agora não vai tão longe quanto se esperava, ou desejaria, a coreógrafa joga, ainda assim, com um princípio de composição paralelo, oferecendo-nos a desestruturação sonora, poética e visual de uma mesma partitura. Primeiro a música, experimentada na visível dedicação a que se entrega, tornando-nos cúmplices de um esforço real. A meio, associando o texto de Patrícia Caldeira à desagregação da partitura. Depois no movimento, onde explora aquilo que de mais característico se lhe reconhece: a austeridade e a aridez no gesto controlado, a pesquisa de um limite temporal, a organização de acordo com princípios físicos claros e, diria mesmo, dogmáticos. O modo como combina estes elementos, em particular na fantasmagórica sequência onde o piano toca sozinho e todo o corpo a ele se subjuga, marca a traço trágico um modelo de criação obstinado e autoral."
VIDEO_"Uma lentidão que parece uma velocidade" de Tânia Carvalho
Faltam apenas dois dias para que o palco do pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda se encha da música e dos movimentos com que Tânia Carvalho nos presenteará no seu espectáculo "Uma lentidão que parece uma velocidade". Veja aqui um excerto do vídeo do seu espectáculo e aproveite para adquirir o bilhete para este espectáculo integrado no festival y#06 e patente a público no dia 23 de Outubro às 21h30m.
Li esta frase num livro de Jean Cocteau e logo me inspirou. Por implicar movimento quase visível, pelo menos para mim, e ao mesmo tempo por achá-la bastante poética. apeteceu-me logo fazer uma dança dedicada ao que esta frase me fez sentir. Sinto que sou uma coreomaníaca, e cada vez mais. Quanto mais danço, mais me apetece faze-lo. E cada vez mais me fecho no que a dança é por si só, na sua forma abstracta. Provocadora de emoções, sentimentos, coisas que nem eu sei explicar bem porque gosto de fazer e ver. Gosto desta confusão que é de lhe sentir a essência mas de não conseguir agarra-la. De não saber muito bem porque escolho alguns movimentos, ou até porque chego a fazê-los. Esta frase fez me pensar nisto tudo que me baralha e me encanta. Nisto tudo que disse e em tudo o que ficou por dizer. Nisto tudo que a dança é.
Tânia Carvalho
uma lentidão que parece uma velocidade
coreografia e interpretação > tânia carvalho música > sonata for piano kvk545 mozart, ré (avariado) tânia carvalho espaço cénico e luzes > daniel lima figurinos > aleksandar protich textos > patrícia caldeira assistência musical > joão aleixo produção > bomba suicida co-produção > teatro Camões, theatro circo de braga
género: dança/música | duração: 45 min. | classificação etária: maiores 12 anos