QUARTA PAREDE - Associação de Artes Performativas da Covilhã
domingo, novembro 09, 2008
AUDIO_Sobre "Ponto (I)móvel"_Depoimentos de Maria Belo Costa
A equipa de criadores de "Ponto (I)móvel" já partiu da Covilhã, após a apresentação do espectáculo que encerrou ontem a 6ª edição do Festival Y. Oiça aqui os depoimentos de Maria Belo Costa sobre o processo de criação do seu espectáculo, sobre a importância dos espaços de residência artística no panorama da criação nacional e o futuro deste projecto.
Enquanto o espectáculo "Ponto (I)móvel", criado por Maria Belo em residência artística no Festival Y#06, não é apresentado no âmbito do Festival Internacional de Teatro, no próximo dia 20 de Novembro no Convento de Santa-Clara em Portalegre, veja aqui um excerto do vídeo do espectáculo, criado por Nuno Carrusca, editado por Márcio Martins e com som de Carlos "Zíngaro".
O Festival Y encerra hoje à noite a sua 6ª edição, com a segunda apresentação do espectáculo "Ponto (I)móvel" de Maria Belo Costa, às 21h30m no auditório do Teatro das Beiras. O espectáculo, produzido pela Pédepano, é uma co-produção com Festival Y/ Quarta Parede e será, ainda este mês, apresentado em Portalegre.
AUDIO_Sobre "Ponto (I)móvel"_Depoimento de Maria Belo Costa
Antes da última representação do espectáculo "Ponto (I)móvel, hoje à noite na Covilhã, oiça aqui o depoimento da criadora Maria Belo Costa sobre a génese e origem do nome do seu projecto.
Estreia já hoje, às 21h30m no auditório do Teatro das Beiras, o espectáculo "Ponto (I)móvel" que Maria Belo criou durante uma residência artística na Covilhã, no âmbito do Festival Y #06. O espectáculo, co-produzido pela Quarta Parede - Associação de Artes Performativas da Covilhã, terá duas apresentações públicas, hoje e amanhã, sempre às 21h30m.
É já amanhã, às 21h30m, que estreia no auditório do Teatro das Beiras, na Covilhã, a performance "Ponto (I)móvel" concebida e interpretada por Maria Belo Costa. Conheça aqui um pouco mais sobre a criadora do espectáculo que encerrará o Festival Y deste ano.
MARIA BELO COSTA concluiu o Curso de Teatro – Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema, tendo anteriormente frequentado o 1º ano do Curso de Formação de Actores do Centro Dramático de Évora. Fez a sua formação na área do corpo e movimento no CEM - Centro em Movimento, onde integrou o primeiro grupo de formação Zona Z. Trabalhou como actriz e performer e foi co-criadora de vários espectáculos. Foi produtora nos espectáculos "The End Of Love" e "Documental e Autobiográfico" de Lúcia Sigalho. Fez assistência de encenação do espectáculo "Parasita Acumulador" de Carlos Zíngaro e Ludger Lamers, inserido no ciclo Imagens Projectadas da Granular, no Centro de Arte Moderna. Entre 2006 e 2007 foi Coordenadora para a Formação no CENTA, em Vila Velha de Ródão, desenvolvendo projectos pedagógicos na área da dança-teatro com crianças dos 1º, 2º e 3º ciclos e colaborando no projecto "(R)EXISTIR", coordenado pela coreógrafa Filipa Francisco, no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco.
"Ponto (I)móvel" de Maria Belo Costa será o espectáculo de encerramento da 6ª edição do Festival Y. Uma performance em estreia absoluta, criada em residência artística durante o Festival Y, e que levará ao palco do auditório do Teatro das Beiras, às 21h30m dos próximos dias 7 e 8 de Novembro, as memórias e emoções de uma mulher que se multiplica em cena, convocando os espectros de duas outras mulheres que já foi.
Em palco apresenta-se uma performer, aparentemente só. Telas de projecção, quase imperceptíveis de início, tornam-se tangíveis quando outras três figuras femininas são convocadas para a cena, através do vídeo, espectros de mulheres que ela já foi, desdobrando relações entre si, reveladas através de uma acção natural e não de um confronto directo. Toda a violência e confronto são apresentados pela fisicalidade da performer “assombrada” e efectivada pela presença das outras três figuras, mais estáticas e presenciais. O real versus o virtual. Aqui cria-se uma relação paradoxal, onde o corpo físico, tem mais de virtual do que as figuras projectadas, que constituem produtos acabados, retalhos de memórias que são manifestadas através deste corpo físico e móvel e, no entanto, em construção. Dançar as memórias, dançar o agora. Entenda-se: as memórias não são sinónimos de angústia, saudade, cristalização, antes querem dizer marca, rasto, trajecto sem sentido ascendente ou descendente, fazer. Das memórias para as emoções. Dos perceptos aos afectos. A memória, a individual e a colectiva, e a criação. Viver ou construir realidades.
Ponto (I)móvel
concepção | performer > maria belo costa som > carlos "zíngaro" vídeo | figurinos > nuno carrusca edição vídeo > márcio martins design de luz > pedro fonseca design gráfico| fotografia | objecto cénico > helder milhano apoio de movimento > yola pinto produção executiva > pedro fonseca produção > pédepano – projectos culturais, associação co-produção > festival y / quarta parede - associação de artes performativas da covilhã
género: dança|performance | duração: aprox. 50 min. | classificação etária: maiores 12 anos