sexta-feira, outubro 24, 2008

FOTOGRAFIA_Ensaio técnico de "Uma lentidão que parece uma velocidade"

Fotografias de Susana Paiva






Descarregue aqui o depoimento de Tânia Carvalho


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quarta-feira, outubro 22, 2008

CRÍTICA_Tiago Bartolomeu Costa_Sobre "Uma lentidão que parece uma velocidade"

A 31 de Maio 2007 Tiago Bartolomeu Costa publicou no jornal "Público" uma crítica a "Uma lentidão que parece uma velocidade" de Tânia Carvalho, espectáculo que o Festival Y#06 apresenta amanhã às 21h30 no Teatro Municipal da Guarda.
Recorde aqui a opinião do crítico de dança, e autor do
blog "O melhor anjo", aproveitando para adquirir desde já o seu bilhete para o referido espectáculo na bilheteira online do TMG.

"Ao piano, um copo de veneno"

"Ao contrário da geração da Nova Dança Portuguesa, que poderíamos datar entre 1989-2000, com nomes como os de Vera Mantero, João Fiadeiro, Francisco Camacho ou Clara Andermatt entre outros, a nova geração de coreógrafos, a fazer-se notar a partir de 2000 (alguns já trabalhavam antes), não se sustenta numa instável posição de confronto e ruptura com o cânone e o legado mais directo da dança. Prosseguindo o trabalho de casos atípicos na cena nacional – como Miguel Pereira, Filipa Francisco e Ana Borralho/João Galante –, tiveram, na liberdade adquirida com e por aqueles outros criadores – precisamente porque continuam activos –, um lato campo de experimentação que não se socorre da referência para se (auto) justificar, como aconteceu com muitos. Uma tendência generalizada nos vários movimentos coreográficos europeus e que, em Portugal, gerou vários equívocos.
Sendo genérico, sou também generoso, pois falar de uma nova geração é, em si mesmo, uma facilidade crítica que cria ilusões como a existência de agrupamentos. Uma situação que, se já era difícil para os outros, para estes é praticamente impossível.
Contudo, Tânia Carvalho é, com Tiago Guedes, Cláudia Dias e Sónia Baptista, um dos nomes com mais destaque nessa nova geração, ampla, independente e liberta da necessidade de propor uma nova organização espacial, filosófica e coreográfica. O seu mais recente espectáculo é disso um bom exemplo.
Sentada ao piano, interpreta a Sonata para Piano kvk545, de Mozart, numa busca pessoal que leva mais em consideração o processo que o resultado. Qualquer purista dirá o óbvio: quem se propõe a tocar piano ou o sabe fazer ou poupa-nos ao exercício. Para o caso, tanto importa se Tânia Carvalho o faz bem ou mal (não o faz mal, já é um bom princípio), porque o que ali está em causa não é tanto o virtuosismo da interpretação mas a leitura que a coreógrafa quer propor entre o rigor e o limite do intérprete de uma composição e aquele exigido a um bailarino.
Já há muito se reconhecia no seu percurso uma seriedade matemática (ouso a expressão à falta de melhor) que facilmente se associava à composição musical. Orquéstica, peça de grupo de 2006, era essencialmente a transposição de uma partitura para um corpo múltiplo.
Se agora não vai tão longe quanto se esperava, ou desejaria, a coreógrafa joga, ainda assim, com um princípio de composição paralelo, oferecendo-nos a desestruturação sonora, poética e visual de uma mesma partitura. Primeiro a música, experimentada na visível dedicação a que se entrega, tornando-nos cúmplices de um esforço real. A meio, associando o texto de Patrícia Caldeira à desagregação da partitura. Depois no movimento, onde explora aquilo que de mais característico se lhe reconhece: a austeridade e a aridez no gesto controlado, a pesquisa de um limite temporal, a organização de acordo com princípios físicos claros e, diria mesmo, dogmáticos. O modo como combina estes elementos, em particular na fantasmagórica sequência onde o piano toca sozinho e todo o corpo a ele se subjuga, marca a traço trágico um modelo de criação obstinado e autoral."


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terça-feira, outubro 21, 2008

VIDEO_"Uma lentidão que parece uma velocidade" de Tânia Carvalho

Faltam apenas dois dias para que o palco do pequeno auditório do Teatro Municipal da Guarda se encha da música e dos movimentos com que Tânia Carvalho nos presenteará no seu espectáculo "Uma lentidão que parece uma velocidade".
Veja aqui um excerto do vídeo do seu espectáculo e aproveite para adquirir o bilhete para este espectáculo integrado no festival y#06 e patente a público no dia 23 de Outubro às 21h30m.



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segunda-feira, outubro 20, 2008

DIVULGAÇÃO_Festival Y#06: Tânia Carvalho> "Uma lentidão que parece uma velocidade" > 23.Outubro'08


© DR

Sinopse:

Li esta frase num livro de Jean Cocteau e logo me inspirou. Por implicar movimento quase visível, pelo menos para mim, e ao mesmo tempo por achá-la bastante poética. apeteceu-me logo fazer uma dança dedicada ao que esta frase me fez sentir. Sinto que sou uma coreomaníaca, e cada vez mais. Quanto mais danço, mais me apetece faze-lo. E cada vez mais me fecho no que a dança é por si só, na sua forma abstracta. Provocadora de emoções, sentimentos, coisas que nem eu sei explicar bem porque gosto de fazer e ver. Gosto desta confusão que é de lhe sentir a essência mas de não conseguir agarra-la. De não saber muito bem porque escolho alguns movimentos, ou até porque chego a fazê-los.
Esta frase fez me pensar nisto tudo que me baralha e me encanta. Nisto tudo que disse e em tudo o que ficou por dizer. Nisto tudo que a dança é.

Tânia Carvalho

uma lentidão que parece uma velocidade

coreografia e interpretação > tânia carvalho
música > sonata for piano kvk545 mozart, ré (avariado) tânia carvalho
espaço cénico e luzes > daniel lima
figurinos > aleksandar protich
textos > patrícia caldeira
assistência musical > joão aleixo
produção > bomba suicida
co-produção > teatro Camões, theatro circo de braga

género: dança/música | duração: 45 min. | classificação etária: maiores 12 anos


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